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Mostrando postagens de 2012
"E no fim, o princípio..." É inevitável olhar para trás. 2012 foi um ano muito intenso. Passei por experiências muito difíceis, me coloquei em situações verdadeiramente gritantes. Me transformei. Fui muitas. Cresci. Olho para mim mesma no início do ano e me reconheço, mas ao mesmo tempo pareço tão distante. Aquela Mari já se foi, e eu jamais repetiria a história que se foi com ela. É um pouco anestesiante lembrar dos lugares em que estive, dos estados pelos quais passei. como se fora noutra vida. Sei que a vida é sempre intensa, mas este ano teve força própria. São memórias de tantas imagens, tantos instantes. Me invadem, por vezes, como um turbilhão que percorre o meu centro, me traz à terra. Tanto mundo dentro de mim.
Mover-se em direção ao que te move gera vida. Isto é viver com amor. Isto é desabrochar.
E embolada na loucura do começo de um novo dia, foi que ela deu nomes a meus sentimentos. " Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é  palavra. Quando essa não palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a  entrelinha, podia-se com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é ler 'distraidamente' ."
Por que as pessoas querem estar com outra pessoa? Por que procuramos companhia, nos apaixonamos, casamos? Por que aceitamos abrir mão de tantas coisas que nos fazem bem em nome de um relacionamento? Deixamos uma parte de nós de lado, dividimo-nos com outra pessoa. Por que escolher UMA pessoa com quem compartilhar intimamente nossa vida? Por que não dividi-la igualmente com várias pessoas? Por que escolhemos outro alguém para nos entregarmos, vivermos uma paixão, uma vida? Me disseram que isso nos traz segurança. Segurança de quê? De que não morreremos sozinhos, de que teremos um corpo quente na cama, ao nosso lado enquanto dormimos? Segurança de que, não importa qual problema tivermos de enfrentar em nossas vidas, haverá alguém nos apoiando? Alguém para nos cuidar, nos fazer sentir querido, admirado, amado, talvez. Alguém em cujos olhos nos vejamos e saibamos: existo. Sou real.  Eu não nego o amor, jamais. Tenho muito amor em mim, distribuo-o pelo mundo. O que me intriga é a p...
Só porque eu nunca soube o que queria. Só porque nunca fiz nenhuma escolha. Só porque sempre fui a indecisa, a que se deixa levar. A que gosta de tudo, a que todo mundo gosta - mas jamais amou. Nem última, nem primeira. Sempre a do meio, a que não se faz notar. Só porque eu estive em silêncio, só porque já não me basta estar só. Só porque o mundo é mundo. Só porque eu não sinto amor, terror, inveja, raiva, orgulho, prazer e nem medo - só me sinto só não sinto. Só porque a calma virou tédio, só porque a dor é minha também. Só porque estou aqui, só porque há vida. Só porque a vida acontece e o tempo só tem um sentido. Só porque daqueles olhos de criança já não escorrem lágrimas. só porque só escrevo