Eu bem que imaginei que sumiria daqui. Me lembrei hoje, um mês depois da última escrita, que esse lugar existia.
Tenho muitas coisas se movendo dentro de mim, as últimas semanas foram intensas. Resolvi depositar aqui todas as palavras que há dentro de mim.
Pra começar, descobri que vou viajar semana que vem, com uma pessoa muito querida, mas com quem eu não sei o que há. Penso que nada há. Algo houve, algo haverá. Agora nada há, não estamos juntos. Há o que se cria.
Que eu possa criar coisas boas...!
Além disso, outra pessoa ressurgiu nos meus sentimentos, de um jeito meio virtual e silencioso, mas bastante verdadeiro. Ao menos, pra mim. E aí já começa o primeiro dos questionamentos.
A questão é que eu ainda opto pelo silêncio em momentos que a palavra seria importante. Deixo tudo esclarecido às escuras, conto apenas comigo. Não me arrisco. Não me permito depender das palavras de outros. Especialmente daqueles a quem quero ouvir. Não. Não é possível estar à mercê de palavras tão cruas.
Minhas incertezas me bastam. É mais fácil desconsiderar as alheias.
Mas sei que minhas realidades são apenas metades - as minhas. E, portanto, são frágeis e se rompem facilmente. A qualquer sinal de movimento da metade invisível, tudo aquilo que é verdade pra mim se desestabiliza e pode cair.
Eu me obrigo a fazer mais força do que o necessário. Me isolo e não exijo nada dos outros. Me viro.
Gosto. Minha auto-suficiencia me faz independente. Talvez, até forte.
Mas também coloca limites, e, ainda que eu queira, não me deixo tocar.
Estou constantemente fazendo o mundo sozinha, sem espaço para eles.
Um mundo incompleto,
Tenho muitas coisas se movendo dentro de mim, as últimas semanas foram intensas. Resolvi depositar aqui todas as palavras que há dentro de mim.
Pra começar, descobri que vou viajar semana que vem, com uma pessoa muito querida, mas com quem eu não sei o que há. Penso que nada há. Algo houve, algo haverá. Agora nada há, não estamos juntos. Há o que se cria.
Que eu possa criar coisas boas...!
Além disso, outra pessoa ressurgiu nos meus sentimentos, de um jeito meio virtual e silencioso, mas bastante verdadeiro. Ao menos, pra mim. E aí já começa o primeiro dos questionamentos.
A questão é que eu ainda opto pelo silêncio em momentos que a palavra seria importante. Deixo tudo esclarecido às escuras, conto apenas comigo. Não me arrisco. Não me permito depender das palavras de outros. Especialmente daqueles a quem quero ouvir. Não. Não é possível estar à mercê de palavras tão cruas.
Minhas incertezas me bastam. É mais fácil desconsiderar as alheias.
Mas sei que minhas realidades são apenas metades - as minhas. E, portanto, são frágeis e se rompem facilmente. A qualquer sinal de movimento da metade invisível, tudo aquilo que é verdade pra mim se desestabiliza e pode cair.
Eu me obrigo a fazer mais força do que o necessário. Me isolo e não exijo nada dos outros. Me viro.
Gosto. Minha auto-suficiencia me faz independente. Talvez, até forte.
Mas também coloca limites, e, ainda que eu queira, não me deixo tocar.
Estou constantemente fazendo o mundo sozinha, sem espaço para eles.
Um mundo incompleto,
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sinceridade.